Clienting no varejo: Como reter clientes e vender mais com seu CRM

Escrito por:
Natielly Libanhia
Compartilhe:
Data da postagem:
Sombra de imagem

O custo para fazer um cliente novo entrar na sua loja nunca esteve tão caro. Anúncio no Google, no Meta, mídia em shopping, influenciador… o CAC explodiu.

E o pior: a maior parte dessa galera compra uma vez e some.

Entrar em guerra de preço para atrair quem não volta é prejuízo. A conta não fecha. E é exatamente aqui que precisamos de falar de clienting: uma estratégia inteligente (e lucrativa) para fazer quem já conhece a sua marca comprar de novo, com mais frequência e gastando mais.

O ouro está dentro da sua base. E o clienting é o método para extrair esse ouro de forma sistemática, usando o seu CRM como motor de vendas, não como caixinha de e-mail marketing.

Vamos destrinchar tudo: o conceito, os pilares, os indicadores na prática, e o passo a passo para rodar isso na sua operação a partir de hoje.

O que é Clienting aplicado ao varejo?

Todo bom vendedor de loja de bairro tinha um caderninho. Lá ele anotava: “Dona Marta, manequim 42, gosta de azul marinho, aniversário em maio, marido chama João”. Quando chegava coleção nova, ele ligava. Vendia mais e fidelizava sem esforço.

O clienting é esse caderninho — só que automatizado. É a versão escalável, digital e omnichannel daquilo que o varejo de bairro sempre soube fazer.

💡 Definição: Clienting é a estratégia de vendas que coloca o comportamento e o histórico do cliente atual no centro das decisões, usando dados para antecipar necessidades e criar abordagens de vendas personalizadas e eficientes.

Em vez de UM vendedor lembrar de 50 clientes, você usa dados estruturados para que TODA a rede consiga personalizar o atendimento de milhões de consumidores ao mesmo tempo. No e-commerce, no PDV, no WhatsApp do vendedor. Tudo conectado.

A origem do termo e sua evolução

O conceito de clienting nasceu no varejo de luxo internacional. Em marcas como Louis Vuitton, Chanel e Hermès, a cliente que gasta R$ 200 mil por ano não pode ser tratada como um número. Ali, lembrar do nome do cachorro dela é regra.

Esse padrão de relacionamento sempre exigiu equipes pequenas e dedicadas. Mas com a chegada das plataformas de dados unificados, o clienting se democratizou.

Hoje, redes gigantes de moda, beleza, casa, eletro e supermercado conseguem rodar o mesmo nível de personalização do luxo — só que para milhões de clientes simultaneamente. 

CRM vs. Clienting: Qual é a diferença na prática?

Essa é a confusão do mercado. E ela atrapalha investimento, decisão e resultado. 

  • CRM é a infraestrutura. É o sistema que unifica os dados: quem comprou, o que comprou, valor gasto, frequência, aniversário, canal (loja física, e-commerce, marketplace). 
  • Clienting é a ação. É a estratégia, a abordagem humana e a cultura comercial que pega esses dados frios e transforma em mensagens de WhatsApp altamente eficientes, disparadas pelo vendedor na ponta.

Ter um CRM cheio de dados e não fazer clienting é como ter uma Ferrari na garagem sem dinheiro pra gasolina. O dado parado não paga o aluguel da loja.

👉 Resumo: o CRM coleta o histórico; o clienting dita a próxima ação de vendas.

Um sem o outro não funciona. CRM sem clienting vira planilha cara. Clienting sem CRM vira achismo de vendedor.

Os pilares do Clienting para grandes redes e franquias

Pra rodar clienting numa operação grande (200, 500, 2 mil PDVs), três bases precisam estar no lugar..

Dados unificados (Omnichannel)

Online e offline. Se a cliente comprou um vestido no e-commerce na terça, a vendedora da loja física precisa saber disso na quarta.

Por quê? Porque quando ela passar na loja, a abordagem certa é: “Oi, Carla! Vi que você levou aquele vestido floral. Chegou um cinto que combina perfeito”. Isso é relevância. Isso vende.

Dado disperso em planilha de Excel, sistema de PDV antigo, plataforma de e-commerce e tabela de cadastro do SAC não serve pra nada. Tem que estar tudo num lugar só.

Segmentação (a regra de Pareto vale no varejo também)

Os seus clientes não são iguais. E tratar todo mundo igual é o caminho mais rápido pra perder os melhores.

  • 20% da sua base gera 80% do faturamento.
  • Esses 20% precisam de comunicação exclusiva: lançamentos em primeira mão, atendimento VIP do vendedor, mimo no aniversário, convite pra eventos fechados.
  • Os outros 80% precisam de réguas de reativação, ofertas de recompra e estímulo pra subir de nível.

Tratar uma cliente que gasta R$ 12 mil/ano igual a uma que gastou R$ 200 uma única vez não é democracia. É um erro de estratégia.

O vendedor na ponta

Aqui mora o ponto mais negligenciado do mercado. O clienting só gera valor se a informação sair do escritório de marketing e chegar mastigada no celular do vendedor.

  • Lista pronta de quem ligar hoje.
  • Sugestão de texto pra mandar no WhatsApp.
  • Histórico de compras do cliente disponível em 2 toques.
  • Próximo produto recomendado com base no que ele já levou.

Sem isso, o vendedor fica perdido, manda mensagem genérica, espanta cliente e culpa o marketing.

Os Indicadores de varejo influenciados pelo Clienting

Diretor de varejo não se sensibiliza sem número. E o clienting no varejo mexe diretamente nos três indicadores que mais pesam no DRE:

Aumento da Taxa de Recompra

Encurtar o tempo entre uma compra e a próxima. Fazer a cliente que comprava 2x ao ano passar a comprar 4x ou 5x. Isso é receita pura, sem gastar mais nada com mídia. É a margem que aparece sem CAC novo no caminho.

Elevação do Ticket Médio

Cross-sell e upsell assertivos, baseados em histórico. Sem empurrar qualquer coisa no caixa. É sugerir o casaco que combina com o vestido que ela levou semana passada. O sapato que fecha o look. O perfume que ela já demonstrou interesse no site.

Quando a sugestão faz sentido, o cliente compra. Quando é genérica, ele se irrita.

Crescimento do Lifetime Value (LTV)

O lifetime value no varejo é o santo graal: quanto cada cliente deixa na sua marca ao longo de toda a vida útil dele com você.

Marca que cresce LTV tem receita previsível e sustentável. Marca que vive só de cliente novo está sempre patinando na esteira do CAC. A fidelização de clientes no varejo é a única forma de o negócio escalar com margem saudável.

O contexto de mercado: como saber se o clienting está gerando resultado?

Aqui entra o Clienting Index, o estudo semestral da Dito que se tornou o benchmark do varejo brasileiro.

Os números do estudo:

  • R$ 39,6 bilhões em receita analisada.
  • 59,7 milhões de clientes na amostra.
  • 6 indicadores estratégicos acompanhados: 
    • Crescimento de Consumidores Únicos, Crescimento do Ticket Médio, Crescimento da Frequência de Compra, Frequência de Compra, Qualidade de Cadastro e Crescimento do Gasto Médio Anual (Same Customer Sales).

O estudo para você olhar receita pela ótica do cliente

A maioria do varejo ainda calcula crescimento da forma antiga:

Receita = nº de transações × ticket médio

O problema é que essa fórmula esconde o que realmente acontece. Você pode estar crescendo em transação enquanto perde clientes silenciosamente, queimando base e segurando o resultado com mídia paga cada vez mais cara.

O Clienting Index propõe uma virada de olhar:

Receita = nº de clientes únicos × gasto médio por cliente

Quando você passa a olhar por essa ótica, fica claro o que tá dando certo (gente comprando mais e voltando) e o que está mascarado (base encolhendo, dependência de cliente novo, erosão silenciosa).

Por que o Clienting é Urgente?

O Clienting Index escancara o abismo entre a média do mercado e os Top Performers (as marcas que rodam clienting de verdade):

Indicador

Média do Mercado

Top Performers

Crescimento de Consumidores Únicos (anual)

1,8%

35,2%

Qualidade de Cadastro

53,4% 

83,4%

Taxa de Recompra

63,80%

+88%

Traduzindo do “varejês”:

  • Os líderes crescem a base identificada 20 vezes mais rápido que a média.
  • Os Top Performers têm 8 em cada 10 clientes com dados ricos prontos pra ativação — enquanto a média trava em pouco mais da metade.

A leitura é simples: o varejo médio está em erosão de base (perdendo cliente mais rápido do que ganha). Os Top Performers estão em crescimento integral (mais clientes únicos, gastando mais, comprando com mais frequência).

O clienting é o que tira a marca de um cenário e joga no outro.

Passo a passo: como rodar o Clienting na sua operação de varejo

Passo 1: Centralize, enriqueça e use os dados de forma omnichannel

  1. Mate as planilhas paralelas. o Excel da gerente, a base do e-commerce, a tabela do SAC… tudo isso tem que ir pra dentro de um CRM de varejo de verdade.
  2. Engaje o time de vendas no cadastro. Sem dado de qualidade, não tem clienting. E sem incentivo, o vendedor não cadastra direito.
  3. Use o cashback como o grande gatilho. É o que faz o cliente entregar CPF, e-mail e telefone de boa vontade no caixa. Sem fricção, sem desculpa.

Passo 2: Crie réguas de acionamento por comportamento e relevância

Adote a matriz RFM (Recência, Frequência e Valor) pra segmentar a base de verdade. Cada grupo recebe uma abordagem diferente:

  • Campeões (compram muito e há pouco tempo): tratamento VIP, pré-venda, mimo.
  • Em risco (eram bons, mas sumiram): régua de reativação com oferta personalizada.
  • Novos (primeira compra recente): régua de boas-vindas pra puxar a segunda compra rápido.
  • Adormecidos (sumiram há muito): última tentativa com algo realmente irresistível.

A régua mais importante de todas é a do pós-venda. 

Mandar uma mensagem pelo WhatsApp no dia seguinte à compra (“Oi, Júlia, tudo certo com o produto? Qualquer coisa, me chama”) gera mais proximidade que campanha de R$ 200 mil em mídia.

Passo 3: Ative a Estratégia de Clienting na Ponta com o Vendedor

O marketing usa o CRM pra criar listas automáticas inteligentes:

  • Sumidos há 60 dias.
  • Aniversariantes do mês.
  • Quem comprou determinada coleção e ainda não voltou.
  • Quem abandonou o carrinho no e-commerce e mora perto da loja X.

Cada lista chega no app do vendedor com sugestão de texto pronta pra ele só revisar, personalizar e disparar no WhatsApp.

Isso transforma o vendedor no elo entre o online e o offline. Resolve, de quebra, o trauma histórico de loja física: o medo do vendedor de “perder venda” pro e-commerce. Quando a comissão dele é atrelada ao cliente, ele passa a torcer pelo digital.

O cliente no centro precisa ir além do discurso

A Inteligência Artificial e as automações estão deixando a comunicação de massa cada vez mais fria, padronizada e descartável. Caixa de entrada lotada. Notificação ignorada. Anúncio bloqueado.

No meio desse barulho, o que ainda faz o olho do consumidor brilhar? Ser tratado como gente. Ser lembrado pelo nome. Receber uma sugestão que faz sentido pra vida dele.

Esse é o verdadeiro diferencial competitivo do varejo físico e omnichannel: humanizar o atendimento através dos dados. Tecnologia que serve à conversa, não que substitui a conversa.

O cliente quer se sentir único. E o clienting é o método pra entregar essa sensação em escala, sem fingimento e com retorno financeiro real no fim do mês.

O varejo do futuro não é o que tem o anúncio mais agressivo. É o que conhece o cliente melhor.

Comece a extrair mais valor de dentro da sua base?

Os especialistas da Dito ajudam as maiores marcas do varejo brasileiro a traduzir dados brutos em ações concretas de clienting — daquelas que aparecem no faturamento, no ticket médio e na recompra.

👉 Agende uma demonstração com a Dito e descubra como o nosso CRM de varejo coloca o clienting pra rodar na sua operação, do escritório ao vendedor na ponta da loja.

Sua base já tem o dinheiro. A gente te mostra como ir lá buscar.

Natielly Libanhia

Publicitária e especialista em performance de canais digitais, Natielly Libanhia é pós-graduada em Gestão de Marketing pela PUC-MG. Com ampla experiência em e-commerce, mídia paga, redes sociais e web analytics, atua no desenvolvimento de estratégias orientadas a dados para impulsionar conversões e maximizar o retorno sobre investimento (ROI) no ambiente digital.

Mulher segurando várias sacolas

Clienting no varejo: Como reter clientes e vender mais com seu CRM

O custo para fazer um cliente novo entrar na sua loja nunca esteve tão caro. Anúncio no Google, no Meta, mídia em shopping, influenciador… o CAC explodiu.

E o pior: a maior parte dessa galera compra uma vez e some.

Entrar em guerra de preço para atrair quem não volta é prejuízo. A conta não fecha. E é exatamente aqui que precisamos de falar de clienting: uma estratégia inteligente (e lucrativa) para fazer quem já conhece a sua marca comprar de novo, com mais frequência e gastando mais.

O ouro está dentro da sua base. E o clienting é o método para extrair esse ouro de forma sistemática, usando o seu CRM como motor de vendas, não como caixinha de e-mail marketing.

Vamos destrinchar tudo: o conceito, os pilares, os indicadores na prática, e o passo a passo para rodar isso na sua operação a partir de hoje.

O que é Clienting aplicado ao varejo?

Todo bom vendedor de loja de bairro tinha um caderninho. Lá ele anotava: “Dona Marta, manequim 42, gosta de azul marinho, aniversário em maio, marido chama João”. Quando chegava coleção nova, ele ligava. Vendia mais e fidelizava sem esforço.

O clienting é esse caderninho — só que automatizado. É a versão escalável, digital e omnichannel daquilo que o varejo de bairro sempre soube fazer.

💡 Definição: Clienting é a estratégia de vendas que coloca o comportamento e o histórico do cliente atual no centro das decisões, usando dados para antecipar necessidades e criar abordagens de vendas personalizadas e eficientes.

Em vez de UM vendedor lembrar de 50 clientes, você usa dados estruturados para que TODA a rede consiga personalizar o atendimento de milhões de consumidores ao mesmo tempo. No e-commerce, no PDV, no WhatsApp do vendedor. Tudo conectado.

A origem do termo e sua evolução

O conceito de clienting nasceu no varejo de luxo internacional. Em marcas como Louis Vuitton, Chanel e Hermès, a cliente que gasta R$ 200 mil por ano não pode ser tratada como um número. Ali, lembrar do nome do cachorro dela é regra.

Esse padrão de relacionamento sempre exigiu equipes pequenas e dedicadas. Mas com a chegada das plataformas de dados unificados, o clienting se democratizou.

Hoje, redes gigantes de moda, beleza, casa, eletro e supermercado conseguem rodar o mesmo nível de personalização do luxo — só que para milhões de clientes simultaneamente. 

CRM vs. Clienting: Qual é a diferença na prática?

Essa é a confusão do mercado. E ela atrapalha investimento, decisão e resultado. 

  • CRM é a infraestrutura. É o sistema que unifica os dados: quem comprou, o que comprou, valor gasto, frequência, aniversário, canal (loja física, e-commerce, marketplace). 
  • Clienting é a ação. É a estratégia, a abordagem humana e a cultura comercial que pega esses dados frios e transforma em mensagens de WhatsApp altamente eficientes, disparadas pelo vendedor na ponta.

Ter um CRM cheio de dados e não fazer clienting é como ter uma Ferrari na garagem sem dinheiro pra gasolina. O dado parado não paga o aluguel da loja.

👉 Resumo: o CRM coleta o histórico; o clienting dita a próxima ação de vendas.

Um sem o outro não funciona. CRM sem clienting vira planilha cara. Clienting sem CRM vira achismo de vendedor.

Os pilares do Clienting para grandes redes e franquias

Pra rodar clienting numa operação grande (200, 500, 2 mil PDVs), três bases precisam estar no lugar..

Dados unificados (Omnichannel)

Online e offline. Se a cliente comprou um vestido no e-commerce na terça, a vendedora da loja física precisa saber disso na quarta.

Por quê? Porque quando ela passar na loja, a abordagem certa é: “Oi, Carla! Vi que você levou aquele vestido floral. Chegou um cinto que combina perfeito”. Isso é relevância. Isso vende.

Dado disperso em planilha de Excel, sistema de PDV antigo, plataforma de e-commerce e tabela de cadastro do SAC não serve pra nada. Tem que estar tudo num lugar só.

Segmentação (a regra de Pareto vale no varejo também)

Os seus clientes não são iguais. E tratar todo mundo igual é o caminho mais rápido pra perder os melhores.

  • 20% da sua base gera 80% do faturamento.
  • Esses 20% precisam de comunicação exclusiva: lançamentos em primeira mão, atendimento VIP do vendedor, mimo no aniversário, convite pra eventos fechados.
  • Os outros 80% precisam de réguas de reativação, ofertas de recompra e estímulo pra subir de nível.

Tratar uma cliente que gasta R$ 12 mil/ano igual a uma que gastou R$ 200 uma única vez não é democracia. É um erro de estratégia.

O vendedor na ponta

Aqui mora o ponto mais negligenciado do mercado. O clienting só gera valor se a informação sair do escritório de marketing e chegar mastigada no celular do vendedor.

  • Lista pronta de quem ligar hoje.
  • Sugestão de texto pra mandar no WhatsApp.
  • Histórico de compras do cliente disponível em 2 toques.
  • Próximo produto recomendado com base no que ele já levou.

Sem isso, o vendedor fica perdido, manda mensagem genérica, espanta cliente e culpa o marketing.

Os Indicadores de varejo influenciados pelo Clienting

Diretor de varejo não se sensibiliza sem número. E o clienting no varejo mexe diretamente nos três indicadores que mais pesam no DRE:

Aumento da Taxa de Recompra

Encurtar o tempo entre uma compra e a próxima. Fazer a cliente que comprava 2x ao ano passar a comprar 4x ou 5x. Isso é receita pura, sem gastar mais nada com mídia. É a margem que aparece sem CAC novo no caminho.

Elevação do Ticket Médio

Cross-sell e upsell assertivos, baseados em histórico. Sem empurrar qualquer coisa no caixa. É sugerir o casaco que combina com o vestido que ela levou semana passada. O sapato que fecha o look. O perfume que ela já demonstrou interesse no site.

Quando a sugestão faz sentido, o cliente compra. Quando é genérica, ele se irrita.

Crescimento do Lifetime Value (LTV)

O lifetime value no varejo é o santo graal: quanto cada cliente deixa na sua marca ao longo de toda a vida útil dele com você.

Marca que cresce LTV tem receita previsível e sustentável. Marca que vive só de cliente novo está sempre patinando na esteira do CAC. A fidelização de clientes no varejo é a única forma de o negócio escalar com margem saudável.

O contexto de mercado: como saber se o clienting está gerando resultado?

Aqui entra o Clienting Index, o estudo semestral da Dito que se tornou o benchmark do varejo brasileiro.

Os números do estudo:

  • R$ 39,6 bilhões em receita analisada.
  • 59,7 milhões de clientes na amostra.
  • 6 indicadores estratégicos acompanhados: 
    • Crescimento de Consumidores Únicos, Crescimento do Ticket Médio, Crescimento da Frequência de Compra, Frequência de Compra, Qualidade de Cadastro e Crescimento do Gasto Médio Anual (Same Customer Sales).

O estudo para você olhar receita pela ótica do cliente

A maioria do varejo ainda calcula crescimento da forma antiga:

Receita = nº de transações × ticket médio

O problema é que essa fórmula esconde o que realmente acontece. Você pode estar crescendo em transação enquanto perde clientes silenciosamente, queimando base e segurando o resultado com mídia paga cada vez mais cara.

O Clienting Index propõe uma virada de olhar:

Receita = nº de clientes únicos × gasto médio por cliente

Quando você passa a olhar por essa ótica, fica claro o que tá dando certo (gente comprando mais e voltando) e o que está mascarado (base encolhendo, dependência de cliente novo, erosão silenciosa).

Por que o Clienting é Urgente?

O Clienting Index escancara o abismo entre a média do mercado e os Top Performers (as marcas que rodam clienting de verdade):

Indicador

Média do Mercado

Top Performers

Crescimento de Consumidores Únicos (anual)

1,8%

35,2%

Qualidade de Cadastro

53,4% 

83,4%

Taxa de Recompra

63,80%

+88%

Traduzindo do “varejês”:

  • Os líderes crescem a base identificada 20 vezes mais rápido que a média.
  • Os Top Performers têm 8 em cada 10 clientes com dados ricos prontos pra ativação — enquanto a média trava em pouco mais da metade.

A leitura é simples: o varejo médio está em erosão de base (perdendo cliente mais rápido do que ganha). Os Top Performers estão em crescimento integral (mais clientes únicos, gastando mais, comprando com mais frequência).

O clienting é o que tira a marca de um cenário e joga no outro.

Passo a passo: como rodar o Clienting na sua operação de varejo

Passo 1: Centralize, enriqueça e use os dados de forma omnichannel

  1. Mate as planilhas paralelas. o Excel da gerente, a base do e-commerce, a tabela do SAC… tudo isso tem que ir pra dentro de um CRM de varejo de verdade.
  2. Engaje o time de vendas no cadastro. Sem dado de qualidade, não tem clienting. E sem incentivo, o vendedor não cadastra direito.
  3. Use o cashback como o grande gatilho. É o que faz o cliente entregar CPF, e-mail e telefone de boa vontade no caixa. Sem fricção, sem desculpa.

Passo 2: Crie réguas de acionamento por comportamento e relevância

Adote a matriz RFM (Recência, Frequência e Valor) pra segmentar a base de verdade. Cada grupo recebe uma abordagem diferente:

  • Campeões (compram muito e há pouco tempo): tratamento VIP, pré-venda, mimo.
  • Em risco (eram bons, mas sumiram): régua de reativação com oferta personalizada.
  • Novos (primeira compra recente): régua de boas-vindas pra puxar a segunda compra rápido.
  • Adormecidos (sumiram há muito): última tentativa com algo realmente irresistível.

A régua mais importante de todas é a do pós-venda. 

Mandar uma mensagem pelo WhatsApp no dia seguinte à compra (“Oi, Júlia, tudo certo com o produto? Qualquer coisa, me chama”) gera mais proximidade que campanha de R$ 200 mil em mídia.

Passo 3: Ative a Estratégia de Clienting na Ponta com o Vendedor

O marketing usa o CRM pra criar listas automáticas inteligentes:

  • Sumidos há 60 dias.
  • Aniversariantes do mês.
  • Quem comprou determinada coleção e ainda não voltou.
  • Quem abandonou o carrinho no e-commerce e mora perto da loja X.

Cada lista chega no app do vendedor com sugestão de texto pronta pra ele só revisar, personalizar e disparar no WhatsApp.

Isso transforma o vendedor no elo entre o online e o offline. Resolve, de quebra, o trauma histórico de loja física: o medo do vendedor de “perder venda” pro e-commerce. Quando a comissão dele é atrelada ao cliente, ele passa a torcer pelo digital.

O cliente no centro precisa ir além do discurso

A Inteligência Artificial e as automações estão deixando a comunicação de massa cada vez mais fria, padronizada e descartável. Caixa de entrada lotada. Notificação ignorada. Anúncio bloqueado.

No meio desse barulho, o que ainda faz o olho do consumidor brilhar? Ser tratado como gente. Ser lembrado pelo nome. Receber uma sugestão que faz sentido pra vida dele.

Esse é o verdadeiro diferencial competitivo do varejo físico e omnichannel: humanizar o atendimento através dos dados. Tecnologia que serve à conversa, não que substitui a conversa.

O cliente quer se sentir único. E o clienting é o método pra entregar essa sensação em escala, sem fingimento e com retorno financeiro real no fim do mês.

O varejo do futuro não é o que tem o anúncio mais agressivo. É o que conhece o cliente melhor.

Comece a extrair mais valor de dentro da sua base?

Os especialistas da Dito ajudam as maiores marcas do varejo brasileiro a traduzir dados brutos em ações concretas de clienting — daquelas que aparecem no faturamento, no ticket médio e na recompra.

👉 Agende uma demonstração com a Dito e descubra como o nosso CRM de varejo coloca o clienting pra rodar na sua operação, do escritório ao vendedor na ponta da loja.

Sua base já tem o dinheiro. A gente te mostra como ir lá buscar.

Natielly Libanhia

Publicitária e especialista em performance de canais digitais, Natielly Libanhia é pós-graduada em Gestão de Marketing pela PUC-MG. Com ampla experiência em e-commerce, mídia paga, redes sociais e web analytics, atua no desenvolvimento de estratégias orientadas a dados para impulsionar conversões e maximizar o retorno sobre investimento (ROI) no ambiente digital.

Posts Similares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *